Curiosidades Históricas

12/11/2009 at 8:39 PM | In Cotidiano | Leave a Comment

Na idade média os livros eram escritos por copistas, à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquela época). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizava a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar.

O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil Francisco ganhar, em espanhol, o apelido Paco.

Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe.

Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si).

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".

Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço – por exemplo: o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época, o símbolo @ já ficou conhecido em inglês como at (a ou em).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências:

1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;

2- os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3"assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal ( 58,75 kg ).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.

Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim Fulano ficou significando "Fulano no provedor X".

Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Na Itália chiocciola (caracol), na Suécia snabel (tromba de elefante), na Holanda, apestaart (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: em Israel shtrudel, na Áustria strudel, e em vários países europeus pretzel.

Retirado do livro: A Casa da Mãe Joana

de Reinaldo Pimenta

Pesquisa sobre o lado cômico (ou divertido) da morte

07/11/2009 at 6:57 PM | In Cotidiano | 2 Comments
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Caros leitores, amigos e visitantes do Ne quid nimis

Olá pessoal,

Nosso amigo e grande divulgador da Doutrina Espírita, Renato Prieto, está montando uma nova peça baseada em HUMOR ESPÍRITA.

Peço àqueles que tenham algum material, tipo: histórias, ”causos” reais, piadas de morte, de mortos, de defuntos, etc, etc, que enviem o material o mais rápido possível, pois a montagem já está sendo feita a todo vapor.

Em tempo: Renato informa que terminou recentemente as filmagens do NOSSO LAR (grande produção) e que agora estão finalizando os efeitos especiais. Considera que o filme NOSSO LAR realmente ficou muito bom, e que sua estréia será em 2010.

Aqueles que quiserem, podem enviar o material diretamente ao Renato através do e-mail: renatoprieto@terra.com.br.

 

Abraços Fraternos,

Semíramis Alencar

nao estamos sozinhos 2

Nas entrelinhas da vida

06/11/2009 at 9:17 AM | In Arte e Cultura | 1 Comment
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Hoje conheci a metade ser humano de um artista. Não que eu não conseguisse antes enxergar, mas nas luzes da ribalta nem sempre conseguimos distinguir o “eu-pessoa” e o “eu-artista”.

Esse talentoso ator traz para arte  que representa, o produto final de suas angústias e privações : ele transpira arte, ele vivencia a arte mesmo quando está entre amigos – hoje pude vê-lo como ser humano inacabado, emocionalmente frágil, disposto a enfrentar mudanças e consciente de que seu caminho é àrduo, só seu e ninguém mais deveria o seguir, a não ser que esteja realmente consciente de que a trajetória não é nem um pouco fácil.

Esse ator é uma pessoa convincente, nada o falta – nem o faltará. Possui uma sorte imensa, um sorriso carismático e um discurso envolvente, até mesmo quando expõe suas falhas. Sua felicidade pode parecer arrogante muitas vezes, mas de uma arrogância tão doce que por vezes as pessoas parecem copiá-lo.

Hoje verdadeiramente entendo o porque de sua atitude reticente, suas palavras comedidas, seu jeito sério de me encarar: na verdade o sofrimento faz com que a gente deixe o coração sob uma  armadura de aço. O fato que é necessário muita coragem para fazer valer seus esforços e que ninguém sabe o duro que é enfrentar as disputas um sistema capitalista falho onde mil faces se apresentam como detentoras do poder que visam a qualquer momento te moer vivo, detonar sua auto-estima, duvidar de sua capacidade e de seu profissionalismo. No mundo dos poderosos,da selva de pedra e dos grandes interesses não há lugar para os humildes e bons de coração ainda mais quando seu ponto de vista e tudo o que o norteia está diametralmente oposto ao que te acontece. Caminhos opostos que precisa se ter ousadia e pulso firme, uma boa dose de palavrões para aguentar e fé, muita fé.

Conheci hoje verdadeiramente a pessoa que me convida a desempenhar arte de provar para mim mesma o que eu mais quero nos próximos anos – sei que isso não será tarefa fácil, ainda mais difícil será como posso o convencer que, sem reclamar ou impôr qualquer condição, eu fico do lado dele, para o que der e vier.

Na vida muitas vezes interpretamos diversos papéis, esse ser me mostrou que na vida real também há papéis bem difíceis de se interpretar, cabe a cada um de nós, compreender nas entrelinhas  da vida, as provas do amor de Deus !

Suco de Luz

04/11/2009 at 6:13 PM | In Cotidiano | Leave a Comment

O suco de luz é para ser tomado uma vez na semana, para pessoas enfermas uma vez na semana ou duas, para quem esta fazendo Quimioterapia tem que ser dias antes da sessao.

Suco de Luz – um santo remedio!! melhor colocar um pouco de acucar mascavo -

Como a Doutrina Espírita encara o Dia de Finados?

04/11/2009 at 12:26 AM | In Cotidiano | 2 Comments



FINADOS

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Como a Doutrina Espírita encara o Dia de Finados?


Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de Novembro, se isto é importante ou não.


Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma consequência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura.


Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.


Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Léon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.


A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram.


O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.


Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de Novembro tem alguma coisa mais solene, mais importante? Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?


É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos.


Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de finados ou não.


Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento.


Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem.

Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam vivos e atuantes.


Um amigo incrédulo uma vez nos falou:

“Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas”.

Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora. Apenas não dispomos mais deste corpo de carne, pesado e grosseiro.


Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de Novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.

Questões sobre o tema:

- Se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como eles se mostrariam?


Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos.


Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja, no seu corpo espiritual. Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação. Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.


- E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?


Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.


- A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?


Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito e o carinho. Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável. Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar. A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.


- No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?


Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados. E isto ocorre por vários motivos. Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos. Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares. Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados. Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.

- E existem espíritos que permanecem fixados no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?


Sim, embora esta não seja uma ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.


- Os espíritos dão alguma importância ao tratamento que é dado ao seu túmulo? As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?


Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes, em pouco tempo, percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos. O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em “salas de visita do além”. Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.


- E que tipo de local seria este?


O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas. Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar. Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento. Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.


- Mas a tristeza é natural, não?

Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão. Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade. Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina se faz. Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranquilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura. Dois motivos, portanto, para não cultivarmos a tristeza: sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades…

Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações em alegria e paz.

Referências:

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec (Questões 320 a 329).

Livro “Quem tem medo da morte?” – Richard Simonetti.

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