Minhas palavras

Gosto muito de escrever textos motivadores. Na realidade, só escrevo o que vai no meu coração, o que deixo escancarado na minha alma. Não faço o tipo que guarda os sentimentos no coração. Nem um pouco misteriosa, meus olhos alegres se transformam em tsunamis violentas ao menor sinal de mágoa ou de ressentimento.
Dizem que estas são as características das pessoas vencedoras, aquelas que choram e extravasam suas mágoas, dores e ressentimentos com todas as letras e, apesar de não posarem como pessoas sofregamente resignadas, são as mais propensas à resiliência, ao amor ao próximo e ao perdão.
Sempre quis continuar sendo a mesma criança sonhadora, que soprava os dentes de leão pelo caminho. O tempo passou, o mundo me ensinou que o romantismo morria na medida em que melhor conhecíamos as pessoas. Hoje, escolada na vida e com algumas cicatrizes recentes, vivo um dia de cada vez, sem me apegar muito à quase nada ou à ninguém.
Apesar disso tudo, não sou a melhor pessoa do mundo – nem um pouquinho. Luto e luto muito mesmo para combater minhas más tendências. Como todo mundo, tenho maus pensamentos sobre quase tudo e tento não ser, a palmatória do mundo.
Tenho dentro de mim todos os sonhos do mundo e estou buscando meios para realizá-los. Não gosto da ideia de que precisamos “mortificar a carne para ganhar o reino dos céus” o momento é aqui e agora e preciso fazer o melhor que consigo para com meu semelhante, sem me privar ou me martirizar por aqueles que não sonham junto. Assim, quem sabe consiga esse lugar tão almejado em alguma agradável paragem do além?
Portanto, minhas letras costumam avançar céleres pelas linhas da tela (antes eram do papel ) perpassando as fronteiras do racional, do aceitável, das normas sociais, medíocres e comuns. São linhas traçadas diretamente de meu espírito, uma maneira de expôr meu sentimento.
Não acredito que esses escritos possam de alguma forma valer para alguém, mas se algum valor tiver, que façam-se suas as minhas palavras.
Semíramis Alencar
11/04/2017.
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