A creche gratuita que passou a funcionar a noite para pais poderem trabalhar e estudar

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A creche gratuita que passou a funcionar a noite para pais poderem trabalhar e estudar

A creche gratuita que passou a funcionar a noite para pais poderem trabalhar e estudar
Débora Spitzcovsky

Por Débora Spitzcovsky
Em Inspiração

02 maio 2016
A situação é muito mais frequente do que gostaríamos: crianças mais velhas cuidando das mais novas, enquanto os pais estão trabalhando. Ou ainda crianças que são levadas para trabalhar com os pais, por não terem onde ficar. Ou pais que precisam pedir favor aos vizinhos para que fiquem de olho nas crianças, enquanto estão fora de casa.

Uma realidade que poderia mudar, caso o Brasil tivesse uma política pública que garantissecreches noturnas gratuitas nas cidades. Não possui! Como consequência, São Paulo, por exemplo, tem apenas UM centro de educação infantil que fica aberto após às 17h30 – e, portanto, serve como alternativa para pais que trabalham ou estudam no período da noite.
Trata-se do Ceiser, Centro de Educação Infantil Estêvão Rei, localizado em Paraisópolis, na zona sul da capital, e mantido pelo Mosteiro São Geraldo. Desde que foi criada, em 2004, a creche gratuita possui três turnos de funcionamento. O terceiro a partir das 17h30, quando as demais instituições infantis da capital paulista começam a encerrar suas atividades.
A demanda pelo horário é tão grande que a creche está com a turma completa (e uma lista de espera gigante!). São 100 alunos, de zero a 13 anos de idade, que ficam sob a supervisão de 49 funcionários – a maioria, da própria comunidade de Paraisópolis, a fim de fomentar aeconomia local. As últimas crianças são entregues aos pais por volta das 23h30.
Em países da Europa, como a Suécia, as creches noturnas já fazem parte da política de educação infantil do país. Enquanto isso, no Brasil, não possuímos nenhuma Lei para o tema. Já passou da hora, não? Os pais que moram longe do trabalho, que se veem obrigados a ter jornada dupla ou, ainda, que precisam terminar os estudos agradecem. Muito!
Foto: Divulgação/Ceiser