Protetora morre e deixa 142 animais ‘órfãos’ em Santo André

Por: Claudia Mayara (mayara@abcdmaior.com.br)

Projeto Hopet, que está cuidando dos bichos sem lar, precisa de doações e voluntários

Voluntários visitam três vezes por semana cães em casa de protetora que faleceu em setembro. Foto: Andris Bovo

Há beagle, poodle, pitbull, vira-lata. São cachorros de todos os tamanhos, idades e temperamentos. Uns mais medrosos e outros mais agitados. Há ainda os que precisam de cuidados especiais, por estarem cegos, com câncer ou sem uma patinha. Mas todos são carinhosos, dóceis, carentes e precisam de um novo lar. Essa é a atual situação dos 56 cães que ainda vivem na casa de dona Yolanda, no Parque João Ramalho, em Santo André. A protetora de animais faleceu de câncer no início de setembro e deixou cerca de 140 animais órfãos, entre gatos e cães.
“Graças a Deus já conseguimos adoção para a maioria, mas muitos ainda precisam de um novo lar”, destacou a co-fundadora do projeto Hopet, Edna Lima, 55 anos. A instituição está ajudando os animais de Yolanda desde a morte da protetora. Três vezes por semana, voluntários vão até o local limpar, dar água, comida e atenção para os cães. “Na maioria das vezes, nós mesmos damos banho e tosamos. Apenas levamos para o pet aqueles mais peludos, graças ao dinheiro de doações que recebemos”, esclareceu.
Também é a partir do dinheiro de doações que o projeto Hopet pagará as contas de água e luz da casa. “Só a conta de água veio R$ 400 e vamos pagar”, garantiu. Além das contas da casa, as doações ainda servem para castrar os animais. “A dona Yolanda tinha todas as fêmeas castradas, mas os machos não. Então aos poucos estamos castrando, até para que sejam adotados”, destacou a moradora de Santo André.

Animais são dóceis, carinhosos e precisam de um novo lar. Foto: Andris BovoAnimais são dóceis, carinhosos e precisam de um novo lar. Foto: Andris Bovo

ADOÇÕES

A cada semana, 15 animais são levados para a feira de adoção da rua Coronel Oliveira Lima, no Centro de Santo André. “Em geral, a cada vez que levamos, conseguimos que 10 sejam adotados”, explicou Caio Lima, fundador do projeto Hopet. Dos 46 gatos sobraram apenas quatro, que eram os xodós de Yolanda. “A filha dela (Yolanda) ainda não sabe se quer doar esses, então ainda estão aqui. Acho que ela vai acabar adotando todos”, comentou Edna.
Além das adoções e doações, Edna destaca que precisa de mais voluntários para ajudar com os animais. “Ultimamente apenas passeamos com os mais ativos. Então precisamos de pessoas que passeiam com os cães e queiram dar carinho a eles”, afirmou. Quem se interessar em ajudar pode procurar o projeto Hopet pelo e-mail contato@projetohopet.com.br, pelo site http://www.projetohopet.com.br ou ainda no facebook.com/projetohopet.