3 ideias que parecem avançadas para seu tempo

3 ideias que parecem avançadas para seu tempo

 28 de agosto de 2013

Em pleno século XXI, o Brasil ainda discute exaustivamente alguns temas que, para essas civilizações, eram assunto encerrado há séculos (literalmente!). Quer ver só?

1. Os Vikings e os direitos das mulheres

Apesar de a lei que regulariza o divórcio no Brasil ter sido sancionada apenas em dezembro de 1977, os vikings – que viveram entre o século VIII e XI, na gelada região norte da Europa – já adotavam essa prática, sem maiores problemas, em sua época. A mulher era a responsável pelas finanças do lar e tinha liberdade para terminar o casamento se decidisse que assim seria melhor.

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Apesar de homens e mulheres não terem direitos exatamente iguais, os “bárbaros” vikings tinham concepções relativamente avançadas sobre as garantias que elas tinham ante a sociedade.

Em boa parte dos países europeus, o estupro era visto como um atentado à propriedade, já que as mulheres “pertenciam” aos pais ou aos maridos. Para os vikings, tanto estupro quanto possíveis tentativas eram considerados crimes. Isso significava que, caso os estupradores fossem mortos (geralmente por alguém interessado em defender a moça), o assassino não seria punido. Não que isso seja o ideal, é claro.

2. Católicos medievais e o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo

A igreja nunca deu sua bênção para casamentos entre pessoas do mesmo sexo, é verdade, mas acredita-se que os monges católicos que viveram por volta do século X costumavam reconhecer a união entre dois homens. As cerimônias de reconhecimento chegaram a ser descritas em pesquisa publicada pelo jornal norte-americano The New York Times como “um ritual de união de dois homens em um relacionamento considerado solene, particular e cheio de afeto”.

Alguns trechos da “cerimônia” diziam o seguinte: “Envie, Deus generoso, a graça do Espírito Santo sobre esses servos, os quais escolheram se unir não pela natureza, mas por fé”. (O texto original você encontra nesse link). Até hoje, pesquisadores procuram definir como os esses rituais medievais eram vistos pelas pessoas da época.

3. Povos indígenas da América do Norte e os Transexuais

Até hoje eles encaram muito preconceito por ai – mas na América no Norte do século XVI a história era bem diferente. Pelo menos é o que consta nos relatos dos primeiros europeus que passaram por lá para iniciar o processo de colonização: as descrições detalham não apenas relações homossexuais entre os nativos, mas também descrevem casos de transexuais que eram aceitos pela população sem nenhum tipo de objeção.

Eles eram conhecidos pelos povos como “dois espíritos”, ideia que considerava que cada um desses espíritos representava um gênero – além disso, essas pessoas eram aceitas e respeitadas pelo gênero com que mais se identificavam, e não por seu sexo biológico. Seu reconhecimento era tamanho que muitos deles eram líderes políticos e espirituais de seus grupos.

Fontes: Cracked NYT

Imagens: Asterix e os Vikings/Reprodução, SuperStock/Getty Images 

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