Homofobia deve ser tratada como doença, diz analista

Matéria da folha dedicada amorosamente aos comentaristas indignados na última postagem que fiz “A homossexualidade segundo um livro infantil alemão”. As visualizações são bem vindas, ok? se puder cliquem nos anúncios também, rs!

17/07/2011 – 09h30

Homofobia deve ser tratada como

doença, diz analista

da Livraria da Folha

Resultado das palestras no 12º Simpósio da AJB pelo Instituto C.G.Jung/MG

Durante o 12º Simpósio da AJB (Associação Junguiana do Brasil), em 2004, analistas debateram uma possível abordagem junguiana da sexualidade, principalmente na relação entre parceiros do mesmo sexo. Fruto desse encontro, “Estudos Sobre a Homossexualidade”, recém-lançado pela editora Vetor, traz seis apresentações sobre o tema.

Reprodução
Resultado das palestras no 12º Simpósio da AJB em 2004

Segundo o analista Gustavo Barcellos, “o uso do termo ‘homofobia’ denota que estamos, como outras formas de fobias, diante de uma doença. O termo está em uso no jargão psicológico desde 1972, quando apareceu pela primeira vez no livro de George Wienberg, ‘Society and the Healthy Homosexual’. Assim, podemos entender que ela segue os padrões básicos das dinâmicas fóbicas: medo intenso, associado a repulsa, que leva que leva gradativamente a um empobrecimento da vida emocional e do comportamento social.”
A homofobia, de acordo com Barcellos, “pode facilmente avançar para um sentimento de ódio, beirando níveis quase paranoicos de rechaço que podem gerar comportamentos violentos.”
O livro faz parte da coleção “Anima Mundi”, série que pretende levar ao grande público os temas discutidos pela comunidade científica.
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“Estudos Sobre a Homossexualidade”

Editora: Vetor
Páginas: 140
Quanto: R$ 38,25 (preço promocional, válido por tempo limitado*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.

Outra matéria Superinteressante saiu na Superinteressante, olhem!

Homofobia pode revelar 

homossexualidade

Carol Castro 1 de maio de 2012

Pode sair, todo mundo já te viu aí.

Lembra quando o Thiago escreveu aqui no CIÊNCIA MALUCA sobre uma pesquisa antiga, publicada há mais de 15 anos, sobre a relação entre homofobia e homossexualidade? Então, recentemente, alguns psicólogos americanos resolveram revisitar essa teoria com novos estudos. E a conclusão foi exatamente a mesma: homofóbicos parecem sentir um desejo reprimido por pessoas do mesmo sexo.

artigo descreve seis estudos com 784 estudantes universitários americanos e alemães. A primeira missão dos participantes foi classificar a própria orientação sexual numa escala de 1 a 10 (1 aos extremamente gays; 10 para os heterossexuais inquestionáveis). Na sequência, assistiram a uma exibição de fotos e palavras (tipo imagens de casais homossexuais ou palavras relacionadas a cada um dos dois grupos) e, na medida em que eram mostradas, precisavam encaixá-las o mais rápido possível na categoria apropriada (héteros ou gays).

Acontece que, antes de cada slide, aparecia na tela a palavra “eu” ou “outro”, por apenas 35 milissegundos (ou 0,035 segundos).Segundo os autores do estudo (eles escreveram umartigo para o New York Times), esse tempo foi suficiente para que os participantes conseguissem ver a palavra subliminarmente, mas curto demais para que pudessem vê-laconscientemente.

Aí entra a teoria (conhecida como associação semântica): se a palavra “eu” preceder imagens ou outras palavras que refletem a sua orientação sexual (um beijo entre homem e mulher, por exemplo, se você for hétero), fica mais fácil encaixá-la na categoria correta. Mas se você for gay e passar por essa mesma situação (foto de casal hetéro se amando + palavra “eu”), sua cabeça vai precisar de mais tempo para associá-la ao grupo correto.

E então as máscaras caíram. Mais de 20% daqueles que se descreveram como “muito macho”, com nota 10, tiveram resultados incoerentes. Ou seja, eles precisaram de mais tempo para classificar as figuras do mundo gay quando a palavra subliminar era “outro”. E eram eles também os mais ativos na luta contra a igualdade dos direitos homossexuais e com forte preconceito contra gays. É como se eles descontassem nos homossexuais toda a dor que sentem pelos desejos reprimidos, por não conseguirem sair do armário.E disso aí surge a homofobia.

Crédito da foto: flickr.com/rosengrant

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1 comentário

  1. Ana Paula disse:

    Li outra pesquisa que fizeram, com um aparelho que indicava qualquer alteração no pênis por meio de um líquido (não entendi muito como isso funcionaria) e fizeram umas questões antes, como se sentiriam ao lado de um homossexual, se aceitavam direitos iguais e td, e depois apresentaram pra todos videos pornograficos de sexo heterossexual, homossexual masculino e feminino. Após conferiram e os mais homofóbicos tiveram mais excitação com vídeos homossexuais. http://www.vcfaz.tv/viewtopic.php?t=154958

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