Normose – a doença do século – Prof. Hermógenes

Eu jurei que não ia mais ser ácida, mas conheço tanta gente boa (gente legal mesmo) que está ficando assim:  gelada, artificial, vítrea,  que tenho medo que essa “normose” se torne algo viral.

Normose - a doença do século</p><p>"Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. </p><p>O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.</p><p>Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba<br />adoecendo.<br />A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.<br />A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?<br />Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem!</p><p>Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. </p><p>Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.</p><p>A normose não é brincadeira.<br />Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.<br />Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?<br />Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.<br />Um pouco de auto-estima basta. </p><p>Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. </p><p>O normal de cada um tem que ser original.</p><p>Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.<br />É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.</p><p>Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. </p><p>Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.<br />Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.<br />E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.<br />Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." Prof. Hermógenes em "Normose"
Normose – a doença do século
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.O sujeito ‘normal’ é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se ‘normaliza’, quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem!

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha ‘presença’ através de modelos de comportamento amplamente divulgados. 

Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias.
Um pouco de auto-estima basta.Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu ‘normal’ e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. 
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.
E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Prof. Hermógenes em “Normose”
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