Das Esperanças – Semíramis Alencar

Muitas vezes a esperança é tudo o que uma pessoa de fato possui – não retire nunca a esperança de alguém – pode ser que ela tenha somente isso.

A esperança é como uma tábua de salvação – nos atracamos a um mínimo pedaço de madeira de forma a não nos afogarmos de vez em nosso vazio ou mesmo na realização de algum sonho antigo ou ainda de uma questão de sobrevivência. Quem tem esperanças em algo novo consegue se impôr dia após dia em nome daquele objetivo.

Ah, a esperança! irmã do otimismo, filha do amor e mãe da caridade! Ela pode se manifestar no pão esperado pelo irmão falido, o alento dado ao coração de um solitário e o platonismo de um sentimento que jamais será correspondido. A esperança conforta, ameniza e faz sonhar. Jamais se deixa levar pelas veredas do ódio e do mal pensar – a esperança muitas vezes também é fé cega.

A semente arredia que frágil broto se tornou; o choro de uma pobre criança que vingou; o solo antes infértil que produtivo se tornou, a mulher que carrega uma vida em seu ventre; o homem que uma vida salvou – é a esperança sorrindo as experiências na Terra para a colheita das benesses do eterno.

A esperança não anda sozinha – ela vem acompanhada da coragem e da alegria – pois esperança sem coragem é negativismo e preguiça; esperança sem coragem e sem alegria nada mais é do que a própria depressão. A esperança, por onde quer que a levamos, a proporcionamos à outros e, tal e qual uma corrente, outros se inspiram e passam a tê-la também.

Grande motivadora das mudanças positivas no mundo, onde a liberdade, igualdade e a fraternidade ainda tentam se firmar, a esperança é a principal motivadora – sem ela, tais palavras não teriam o menor sentido. A esperança com liberdade é maior compreensão do outro, esperança aliada a igualdade é sentimento de perdão e a esperança com fraternidade é o compromisso permanente com a caridade.

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“Seja onde for e com quem for, atende à esperança para que o mundo conquiste a vitória a que se destina.” (De “Caridade”, Emmanuel / F. C. Xavier – Espíritos Diversos)

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1 comentário

  1. jennyhorta disse:

    A esperança realmente é a última que morre. Se é que não é imortal e fica escondida atras de nossa impaciência!

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