(sem/cem)100 motivos – Semíramis Alencar

Amigo recente, nem tente
mudar minha cabeça
nem cobrar por minhas atitudes,
levei muito tempo criando coragem
para expôr minhas virtudes.

Amigo antigo, sejas bem vindo!
A gente vai seguindo
por esse caminho,
Mas não tenho mais tempo
estou aproveitando cada momento.

Meus momentos parecerão confusos,
todos tem múltiplos usos!
e assim, minha vida não parecerá tão vazia…
Porque há tanta hipocrisia,
há tanta inverdade,
Nesse mundo sem juízo
há tanta falsidade…
Dizemos ser tantas coisas
que nem ao menos disfarçamos
– atitude mantida por muitos anos –
Nosso orgulho e prepotência
total falta de caridade,
arrogância e idiotia,
que não passamos de tolos
querendo fidalguia.

Olha, eu quero uma vida mais simples
viver com inocência,
colher frutos de meu quintal,
correr feliz no vendaval.
Viver as alegrias de casal,
dos filhos criados, às novas descobertas,
juras de amor debaixo das cobertas…

E assim encontrar o sentido da lida
Encarar com coerência
que a beleza da vida
está em aproveitar o que de melhor
cada pessoa possa nos ofertar –
Seja preta ou branca
seja amarela ou parda,
seja loira de olhos azuis
ou ruiva cheia de sardas,
não importa, vai de veneta…
dos ditos populares,
aos escritos de gaveta.

Já vi tudo: você não me entenderá
nem em um milhão de anos –
A magia do canto do sabiá
às lágrimas no “Último dos moicanos”
Dos sambas do Cartola,
da Agonia do Oswaldo,
ao sonho adolescente de ser Beatriz…
Aos mantras do Thomaz
que me fazem feliz…
Da vida ser eterna aprendiz,
dos baralhos e arcanos
às cantigas dos ciganos
nem ao menos entenderá
a mística simples dos orixás.

Te digo, amigo, não acreditarás
Nem em amor platônico, nem no elo perdido
nas juras de amor de um tempo sofrido
e todo o respeito por aí esquecido.

Então esqueça de entender minha cabeça
é inútil e em vão – talvez noutra encarnação!
Aceite-me como sou e para ti serei
como estrela que guia sua jornada;
Leme de nau jamais naufragada;
qual a raposa foi para o principe, em seu existir,
a amiga fiel, do amor cativada,
até a morte, ao fim da estrada.

(Semíramis Alencar 21/04/2011 às 12:55)

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