Sítio do Caldeirão – O Araguaia do Ceará

Agradecimento sincero ao Dr.Otoniel Ajala, da ONG- SOS Direitos Humanos por revelar ao povo mais um capítulo negro de nossa história que nos foi ocultado

Para ver as fotos e o vídeo com a repostagem feita pela Tv Diário Acesse o site SOS Direitos Humanos

SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ

A chacina que ninguém conhece porque nunca foi contada pelos livros de história…

Ação Civil Pública requer que a União e o Estado do Ceará informem o local da COVA COLETIVA onde o Exército e a Polícia Militar do Ceará enterraram as 1000 vítimas do massacre do Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto.

Foi o único ataque militar à civis usando aviões de guerra no Brasil!

No dia 10/11 de maio de 1937 a comunidade de camponeses católicos do sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, ou Sítio Caldeirão, localizado no município do Crato, Estado do Ceará, Brasil, foi invadido por forças do Exército brasileiro e da Polícia Militar do Est5ado do Ceará. Na Chapada do Araripe, enquanto a comunidade corria os militares subiam matando… Foi um crime de lesa humanidade, um genocídio, um crime de desaparecimento forçado de pessoas, já que após o massacre / chacina, os militares enterraram as 1000 vítimas em uma COVA COLETIVA e não dizem a localização da mesma para que as vítimas sejam enterradas com dignidade.

OBS: Veja a imagem ao lado, e note que a posição dos guerrilheiros mortos no Araguaia, se assemelha muito à das três vítimas do ataque do Sítio Caldeirão fotografadas como forma de zombaria pelos militares (como se fossem tres santos), demonstrando um alto grau de humor negroe um modus operandi macabro, para não dizer sociopata, porque assassinar indefesos do Sítio Caldeirão já é patológico, imagine fazer chacota com seus cadáveres.

Em 2008, a SOS DIREITOS HUMANOS , em defesa das vítimas do Caldeirão e do direito à Memória Histórica, ajuizou uma Ação Civil Pública contra a União Federal e o Estado do Ceará requerendo entre outros pedidos, que o Exército e a Polícia Militar cearense informem o local da vala coletiva, para que, os camponeses católicos massacrados sejam finalmente sepultados com dignidade. A ação foi extinta a pedido do MPF de Juazeiro do Norte, Ceará, mas a ONG SOS DIREITOS HUMANOS recorreu ao TRF5ª Região em Recife/Pernambuco, bem como, DENUNCIOU o Brasil à OEA – Organização dos Estados Americanos, para que informe a localização da cova coletiva.

AVISO: As vítimas ou familiares das vítimas falecidas durante a ação do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937 no Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e arredores, no município do Crato, Ceará, ou familiares das vítimas que faleceram depois da ação Genocida, devem entrar em contato com a sosdireitoshumanos

MEMORIAL “SÍTIO CALDEIRÃO”

Se você desejar colaborar com este memorial, nos envie o material para o email: sosdireitoshumanos

O ex-prefeito da cidade de Juazeiro do Norte, o farmacêutico JOSÉ GERALDO DA CRUZ que após o massacre do Sítio Caldeirão, encontrou em um único lugar na Chapada do Araripe, 16 (dezesseis) crânios de crianças.

O deputado FLORO BARTOLOMEU, que mandou prender o beato José Lourenço e depois mandou matar o boi Mansinho na frente da delegacia onde estava o beato.

Foto do túmulo da beata MARIA DE ARAÚJO que quando recebia a hóstia das mãos do padre CÍCERO, transformava-se em sangue em sua boca. Após a morde do “Padim”, o túmulo foi destruído e seus restos mortais escondidos por um sacerdote da igreja católica.

Foto de avião usado pela Aviação Naval brasileira do ano de 1916, comprovando que no ano de 1937, quando o Exército brasileiro atacou a comunidade do Sítio Caldeirão usando dois aviões, já há muito o governo brasileiro dispunha deste tipo de arma de guerra, uma vez que a Escola de Aviação Naval foi fundada pelo Decreto nº 12.167, de 23 de agosto de 1916, assinado pelo Presidente Wenceslau Braz, avô da aviação naval brasileira.

Foto de avião utilizado pelas forças armadas brasileiras na década de 30, ou seja, quando ocorreu o massacre via aéreo e terrestre contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto, ou, Sítio Caldeirão.

AJUDE A SOS DIREITOS HUMANOS ENCONTRAR A COVA COLETIVA DAS VÍTIMAS DO SÍTIO CALDEIRÃO

Você é geólogo? geofísico? arqueólogo? É capaz de sentir empatia em relação às vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO e deseja ajudar nas buscas? Você foi um dos militares que atuaram no massacre / chacina / genocídio dos camponeses católicos do SÍTIO CALDEIRÃO, e está arrependido, não pretende morrer levando para o túmulo este crime de lesa humanidade e deseja informar a localização da COVA COLETIVA de forma anônima? Você é filho de um militar que esteve na chacina, sabe a localização da cova e deseja cooperar? Entre em contato conosco via email: sosdireitoshumanos ou pelo celular: 55 85 8613.1197 sua identidade será preservada.

Dr. Otoniel Ajala Dourado
OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
Membro da CDAA da OAB/CE
www.sosdireitoshumanos.org.br
sosdireitoshumanos@ig.com.br

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2 comentários

  1. Valdecy Alves disse:

    Olá

    Veja matéria sobre o evento, no último dia 19/09/2010, que objetivou e objetiva o resgate da memória de Caldeirão, comunidade alternativa bombardeada e aniquilada pela aeronáutica brasileira. A exemplo de Canudos. Veja ainda o making off da captação das imagens para documentário que em breve estarei lançando. Acessar em:

    http://valdecyalves.blogspot.com/2010/09/caldeirao-de-santa-cruz-do-deserto.html

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  2. Prezada Semiramis Alencar, a SOS DIREITOS HUMANOS agradeceu seu apoio no Twitter http://twitter.com/SOSDH e no site http://www.sosdireitoshumanos.org.br

    Paz e Solidariedade,

    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS – DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    http://www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br

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