CICLO DE LEITURAS DRAMATIZADAS DO INSTITUTO CULTURAL CHIQUINHA GONZAGA

07/07/2009 at 2:54 AM | In Arte e Cultura, literatura | Leave a Comment
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Segue a programação do Ciclo de Leituras do Instituto
Cultural Chiquinha Gonzaga.
Participe da leitura de peças inéditas e prestigie os autores – todos sócios do ICCG – que terão seus textos lidos neste primeiro Ciclo .

As leituras serão realizadas no Teatro Princesa Isabel – Av. Princesa
Isabel, 186 – Loja C – Leme/Copacabana – Rio de Janeiro – RJ.

O horário será às 20:00 horas, sempre às segundas-feiras e com ENTRADA
FRANCA.

CALENDÁRIO:

13 de julho – “BONECA CHIQUINHA”
(ou “O Sonho de Chiquinha”)
de LULA BASTO

20 de julho – “CONVITE PARA MATAR”
de DALTRO RIBEIRO

27 de julho – “INFERNO NO PARAÍSO”
de EWA PROCTER

03 de agosto – “PRÓXIMO ATO, SUSPENSE”
de RAIMUNDO ALBERTO

10 de agosto – “CONVERSA INCONSEQUENTE NUMA TARDE MORNA DE DOMINGO”
de RICARDO MEIRELLES

17 de agosto – “BORBOLETAS DE MOLIÈRE”
de HERSCH BASBAUM

24 de agosto – “A REDESCOBERTA DA AMÉRICA”
de MARIA HELENA KUHNER

31 de agosto – “FLAGRAMENTOS”
de SÉRGIO FONTA

Venham nos prestigiar e tragam seus amigos!

Um abraço.

EWA PROCTER
Pelo Conselho Diretor do
Instituto Cultural Chiquinha Gonzaga

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William Sheakespeare – 445 anos?

24/04/2009 at 3:15 PM | In Arte e Cultura, Brasil, Comportamento, Cotidiano, Educação, História, Humanidade, cultura, curiosidades, literatura, notícia, sociedade, teatro | 1 Comment
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william_1Mistérios do bardo William: 445 anos?

As dúvidas que rondam Shakespeare, como a data certa de seu nascimento

*Ubiratan Brasil*

Nenhum outro artista foi tão inspirador para a literatura, teatro, cinema
e dança nos últimos séculos como o dramaturgo inglês William Shakespeare.
Segundo especialistas, seus personagens praticamente inventaram a
personalidade humana como hoje é conhecida. “Antes que Hamlet nos ensinasse, o ser humano era muito mais simples, mas também menos interessante”, afirma um shakespeariano de carteirinha, o professor americano Harold Bloom. Mesmo assim, pouco se sabe sobre a vida de William Shakespeare, a começar pela data do nascimento: convencionou-se como 23 de abril de 1564, ou seja, há 445 anos. Há quem defenda, no entanto, que o bardo veio ao mundo no dia anterior, em Stratford on Avon. Houve até quem duvidasse de sua existência. O certo é que a obra a ele atribuída é um dos patrimônios da humanidade.

Para festejar a data, o Globe SP (centro de formação de atores inspirado no
legendário Globe Theatre de Londres, construção em madeira à beira do Rio
Tâmisa, onde primeiro foram encenadas as peças de Shakespeare) elaborou uma maratona cultural, que ocupará todo o dia de hoje, entre 9 e 23 horas. Serão
palestras, workshops, performances, projeção de filmes e entrevistas,
atividades que necessitam de inscrições prévias para a participação. E as
editoras Agir e Nova Aguilar lançam novas edições com toda a obra
shakespeariana.

Uma programação que, mesmo vasta, não esgotará um assunto que não parece ter fim: exprimir o amplo espectro de observação e representação da trama do mundo, que Shakespeare foi um dos únicos a captar, na história do teatro
mundial. Suas obras que permaneceram ao longo dos tempos consistem de 38 peças teatrais, 154 sonetos, 2 poemas de narrativa longa, e várias outras
poesias.

O inglês supera os demais dramaturgos porque sua imaginação era mais rica
que a de todos de sua época e cobria uma gama mais vasta de experiências.
Suas peças são, ao mesmo tempo, as mais naturalistas e as mais poéticas já
escritas.

Para o crítico literário Harold Bloom, Shakespeare foi um “deus mortal” e
sua obra, o reflexo perfeito do contorno da alma humana. “Por meio de
Hamlet, ele nos tornou mais céticos nas relações com os outros, pois
aprendemos a duvidar da nitidez no mundo afetivo.” Bloom acrescenta ainda
que “nossa capacidade de rir de nós mesmos tão facilmente quanto rimos dos outros se deve muito a Falstaff”. Finalmente, a Cleópatra de Shakespeare
ensinou-nos “como eros é complexo e como é impossível dissociar o papel de estar amando da realidade de amar”.

Eram personagens dotados de uma vida interior até então inexistente na
literatura mundial. Tão marcantes que estabeleceram o marco zero para a obra de escritores e pensadores tão distintos como Kierkegaard, Emerson,
Nietzsche, Freud, Ibsen, Strindberg, Pirandello e Beckett.

Arthur Miller, por exemplo, notável dramaturgo americano, confessava que, quando jovem, copiava integralmente todas as falas das peças de Shakespeare. Apesar de árdua, a tarefa permitia-lhe notar a precisão do texto e de como
as falas se encaixavam perfeitamente.

Na opinião de Bloom, as primeiras histórias de Shakespeare deviam muito a
Christopher Marlowe, dramaturgo que o precedeu, mas não teve o mesmo
reconhecimento da posteridade. Forte presença que perdurou até o sangrento Tito Andrônico, de 1549. “Assim que Shakespeare se livra da influência do autor de Tamburlaine, seus personagens começam a deixar de ser os desenhos animados bidimensionais de Marlowe, como Ricardo III, e tornam-se os heróis emocionalmente complexos que encontramos em sua obra madura.”

Para ele, Rei Lear, Macbeth e Antônio e Cleópatra, que foram escritos em um
impulso criativo que abrangeu apenas 14 meses (1605-1606), “concluem a
grande fase da preocupação de Shakespeare com o íntimo do ser humano”.
Antônio e Cleópatra, por exemplo, cuja primeira montagem no Brasil só
ocorreu em 2006, é considerado um dos melhores trabalhos da fase amadurecida
do bardo. Afinal, se Romeu e Julieta trata do amor entre adolescentes que
não têm nada a perder e entregam a vida por um amor, Antônio e Cleópatra
trata de uma paixão imensa, madura e da relação de poder.

Apesar de ter se casado e ter sido pai de três crianças, Shakespeare tem uma
biografia ainda coberta de névoa. Durante vários anos, duvidou-se de sua
existência, pois seria um pseudônimo de Francis Bacon. A dúvida só foi
resolvida em 1996, quando o cientista Andrew Morton determinou a autoria e autenticidade de manuscritos.

A ciência também colaborou para confirmar como autêntica a máscara mortuária
do bardo, tida por alguns como apócrifa – o trabalho, realizado por uma
universidade alemã, garantiu ainda que sua morte foi causada por um tumor
maligno no olho esquerdo, a 23 de abril de 1616.

Recentemente, Stanley Wells, presidente da The Shakespeare Birthplace Trust, confirmou a descoberta de um retrato considerado autêntico do dramaturgo, pintado há 300 anos. Aos poucos, o enigma é desvendado.
Maratona Cultural Shakespeare. Globe-SP. Rua Capitão Prudente, 173,
Pinheiros. Hoje, das 9 às 23 horas. Grátis. Programação:
www.globe.art.br

Artigo enviado ao Fórum Teatro Brasileiro

Crime e Castigo – Dostoiévski – Teatro Sesi

09/04/2009 at 2:24 PM | In Arte e Cultura, Brasil, Comportamento, Cotidiano, Fotografia, História, Humanidade, cultura, literatura, notícia, sociedade, teatro | Leave a Comment
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Para Maiores detalhes o Conteúdo obtido pela newsletter e site da CAL – Casa de Artes de Laranjeiras. 

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Quem morre – Pablo Neruda

01/12/2008 at 7:58 PM | In Arte e Cultura, Cotidiano, Educação, História, literatura, poesia | 2 Comments
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Pablo Neruda

Quem Morre – Pablo Neruda

Quem morre? Morre lentamente Quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples ato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda.

 

O LÚCIDO DO LÚDICO

Batizado como Neftali Ricardo Reyes, o poeta e diplomata Pablo Neruda nasceu, em Parral, no Chile, em julho de 1904. Adotou o pseudônimo “Pablo Neruda”, em homenagem ao poeta tcheco Jan Neruda.

Foi em Temuco que Neruda começou a encantar o mundo com sua poesia. Em 1921, no intuito de continuar seus estudos, vai para Santiago, onde publica seu primeiro livro “Crepusculário”. Já em 1924, ele publica “Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”, que acabou por se tornar sua obra de maior popularidade, onde podemos encontrar reunidas, em um único livro, algumas das mais belas poesias de amor já escritas.

Em sua carreira diplomática, Neruda foi Cônsul em vários países entre os anos de 1927 a 1933. Socialista entusiasta, disseminava estes ideais pelos países por onde passava. Ao iniciar-se a Segunda Guerra Mundial foi nomeado Cônsul em Buenos Aires, onde conheceu o poeta espanhol Frederico Garcia Lorca, de quem era profundo admirador.

Em 1934, Neruda é transferido para Barcelona e depois para Madrid em 1935. Em meio à Guerra Civil Espanhola, ele publica o poema “Espanha no Coração”, onde declara o amor pelo novo país e busca em versos demonstrar seus anseios pela paz.

Regressou ao Chile em 1945 e no mesmo ano recebeu o “Prêmio Nacional de Literatura”. Neruda sai do país, após o Partido Comunista Chileno ser colocado na ilegalidade.

Depois de suas andanças pelo mundo, Neruda retorna ao Chile em 1970, para retirar sua candidatura à presidência em prol de seu amigo Salvador Allende, que é eleito. No período de 1970-72, exerce o cargo de Embaixador do Chile em Paris. Em 1971, recebe o “Prêmio Nobel de Literatura”.

De volta ao Chile em 1973, encontra um quadro de grande instabilidade política no país, que culmina num dos mais sangrentos golpes militares já vistos na América Latina, em 11 de setembro. Pouco tempo depois, em 23 de setembro, Neruda – que já havia retornado enfermo -, morre em circunstâncias pouco claras.

Neruda, este poeta que buscou no lirismo a lucidez para construir um mundo livre das injustiças, nos deixou muito mais do que sua belíssima obra. Ele nos ensinou, nos ensina e continuará nos ensinando e nos revitalizando através de seus versos, de suas metáforas, seus sonhos que ainda hoje são atuais e ompartilhados.

Blogagem Coletiva Cecília Meirelles

07/11/2008 at 2:51 PM | In Arte e Cultura, Brasil, Cotidiano, Educação, música | 2 Comments
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Cecília Meirelles

Hoje é dia de homenagear a grande poetisa brasileira, Cecília Meirelles. Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:

“Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.
Mãe, mulher, professora, diplomata, Cecília Meirelles foi uma mulher à frente de seu tempo, pois conseguiu externar toda a sensibilidade e fragilidade de mulher numa aura filosófica, quase onírica, sem perder o contato com a realidade de seu povo  e suas preocupações com o social (principalmente com a educação, sendo ela uma das signatárias do manifesto dos pioneiros da educação Nova de 1932, onde foram elaborados as estratégias educacionais utilizadas ainda hoje, em rompimento com a escola tradicional)
Desta Forma, homenageio cecília com uma coletânea de imagens com algumas de suas frases e poemas que exprimem bem seu pensamento que foi a marca de um período cultural expressivamente único na história da literatura do País.
Confiram detalhes da vida e obra de Cecília Meirelles no Educando O Amanhã
abraços
Se
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(…) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

(…) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.”

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