EXÉRCITO BRASILEIRO SUSPENDE PENSÃO DE VIÚVA DO MAJOR CERVEIRA. DESAPARECIDO POLÍTICO.*.
13/09/2009 at 10:59 PM | In Cotidiano | Leave a CommentTags: Censura, CF, Constituição Federal, cultura, direitos, Direitos Humanos, Ditadura Militar, História, presos políticos, sociedade
Protesto publicado inicialmente Na Revista Carta O Berro
Pois é, em função da *não punição por seus crimes* de lesa humanidade os
golpistas de 64 e seus filhotes continuam perseguindo suas vítimas.
Quero denunciar que o Exército suspendeu a pensão da minha mãe de 77 anos.
Pensão que ela tem direito, não é um favor, meu pai descontou para que ela
tivesse esse benefício durante toda sua carreira militar. Mesmo assim
suspenderam a pensão fazendo com que minha mãe passe por constrangimentos, como cheques devolvidos e o não pagamento do seu seguro saúde.
Num momento bem difícil quando ela está com uma grave peneumonia. Ela não utiliza o HCE (Hospital Central do Exército) mas, desconta todos os
meses por esse benefício. Mas nunca utilizou, porque lá encontra filhos e
até alguns de seus torturadores e assassinos de seu marido. A última vez que
estive lá com ela, tive que falar com o Diretor (Coronel Melo) e mesmo
assim de nada adiantou. O tratamento foi quase um deboche.
Minha mãe continua sendo punida de forma violenta pelo crime de ser a viúva do meu pai. E, também por ser minha mãe. Porque tenho uma atividade política que se intensificou com o golpe de Honduras, quando passei a prestar toda minha solidariedade e ajuda a RESISTÊNCIA hondurenha contra o golpe. E, também porque defendi uma tese de doutorado na USP sobre a Operação Condor. Isso é uma covardia sem tamanho. Ela não tem sequer um túmulo para chorar por seu marido, nunca devolveram o corpo do meu pai. Ela não pediu nenhuma indenização milionária e ainda sempre ajudou alguns familiares de desaparecidos que ficaram sem nada. Com essa pensão ela ajuda alguns ex-companheiros.
Eu *Acuso a Omissão* da sociedade brasileira contra os crimes cometidos
contra as viúvas do Major Cerveira e do Capitão Lamarca pelo simples fato de seus maridos terem cumprido o juramento de honra de todo militar que é o de defender a Constituição e a Democracia.
Se todo esse transtorno levar minha mãe a morte quem pagará por mais esse
crime contra nossa família? Isso não acaba nunca não é porque somos
revanchistas é porque eles, os criminosos é que são revanchistas. está
havendo uma inversão de valores,* TRAIDORES* foram os que deram o golpe, mataram, torturaram mulheres e crianças. Mas, quem continua sofrendo punição são as vítimas.
Drª Neusah Cerveira
Curso de História da Filosofia pela Caixa Cultural através de 40 filmes – em junho, no Rio
20/05/2009 at 2:22 PM | In Arte e Cultura, Brasil, Comportamento, Cotidiano, Educação, Família, História, Humanidade, Justiça, cinema, cultura, curiosidades, literatura, política, religião, sociedade | 1 CommentTags: "Cinema e Revolução", "História e Violência", "Mito e Tragédia", "Morte e Finitude", "O amor em fuga", "O cinema nacional e a interpretação do Brasil", "O Existencialismo", "O Fascismo hoje", "O que é a filosofia?", "Questões estéticas", autoconhecimento, Caixa Cultural Rioi, conhecimento, cultura, Cultural, eventos, filosofia, História, história da filosofia, pensamento humano, Rio, Rio de Janeiro
Para quem busca a origem do pensamento humano e gosta de bons filmes, vale a dica!!!
CAIXA Cultural apresenta curso de
História da Filosofia através de 40 filmes
Mostra cinematográfica abre espaço para reflexão sobre Cinema e Filosofia
A CAIXA Cultural Rio apresenta, a partir de 16 de maio, `A História da Filosofia em 40 Filmes’. Com curadoria de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, a mostra-curso põe em pauta temas filosóficos fundamentais e promove o diálogo de cineastas, como Bergman, Fellini, Glauber, Wenders, Kurosawa, Kubrick, Visconti e Godard, com importantes pensadores, entre eles Platão, Descartes, Kant, Marx, Nietzsche, Benjamin, Heidegger, Sartre e Foucault. A entrada é franca.
Organizado em dez módulos temáticos – “O que é a filosofia?”, “Questões estéticas”, “Mito e Tragédia”, “O Existencialismo” , “O amor em fuga”, “Morte e Finitude”, “História e Violência”, “O Fascismo hoje”, “Cinema e Revolução” e “O cinema nacional e a interpretação do Brasil”, a mostra/curso `A História da Filosofia em 40 Filmes’ faz refletir sobre diferentes disciplinas filosóficas, tais como a metafísica, a epistemologia, a ética, a política e a estética.
O curso será realizado de maio de 2009 a fevereiro de 2010, sempre aos sábados, totalizando 40 aulas. Ao final da exibição de cada filme, Alexandre Costa e Patrick Pessoa vão proferir uma palestra sobre o teor filosófico do filme apresentado.
Abrindo o evento, nos dias 16, 23 e 30 de maio e 06 de junho, a reflexão sobre “O Que é a Filosofia?” pretende apresentar de forma clara o conceito de filosofia que deverá nortear a análise de todos os filmes propostos. Serão exibidos os filmes Rashomon, de Akira Kurosawa, Persona, de Ingmar Bergman, Stalker, de Andrei Tarkovsky, e Blow-up, de Michelangelo Antonioni.
No mês de junho e na primeira semana de julho, em “Questões Estéticas”, será colocada em discussão a origem e o caráter do Belo na Arte, com base nos filmes Morte em Veneza, de Luchino Visconti, Oito e meio, de Federico Fellini, Cidade dos Sonhos, de David Lynch, e Asas do Desejo, de Wim Wenders.
No módulo “Mito e Tragédia”, os filmes possibilitam considerar as origens da filosofia e sua distinção frente à antiga tradição poética grega, caracterizando, assim, no que se diferenciam a linguagens mitopoética e a lógico-filosófica. As obras apresentadas também servirão de base para a discussão sobre as variações históricas do trágico, tornando possível evidenciar as diferenças entre as tragédias antiga, moderna e contemporânea. Esse módulo, que vai de julho ao início de agosto, apresentará Medéia, de Pier Paolo Pasolini, Oldboy, de Chan-wook Park, Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica, e Crimes e Pecados, de Woody Allen.
De agosto a setembro, “O Existencialismo” abordará as principais questões levantadas por este movimento, com ênfase nas obras de Sartre e Camus, a partir dos filmes A doce vida, de Federico Fellini, Estranhos no paraíso, de Jim Jarmusch, Acossado, de Jean-Luc Godard, e As coisas simples da vida, de Edward Yang.
“Amor em fuga” e “Morte e Finitude” perfazem um binômio que aborda os temas humanos mais decisivos, o amor e a morte, discutindo até que ponto as contribuições dos filósofos da tradição ainda servem para dar algum sentido à existência dos homens contemporâneos. De setembro a outubro, o público vai conferir clássicos como A janela indiscreta, de Alfred Hitchcock, O último metrô, de François Truffaut, Ricardo III, de Al Pacino, e Dogville, de Lars von Trier, entre outros.
Em novembro “Fascismo Hoje”, que apresentará filmes como Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, e M, o vampiro de Düsseldorf, de Fritz Lang, vai destrinchar as características deste movimento e dos ideais totalitários surgidos após a Primeira Guerra Mundial. Já em dezembro, em “Cinema e Revolução”, filmes como O Anjo exterminador, de Luis Buñuel, e O homem sem passado, de Aki Kaurismaki, vão apresentar a relação entre cinema e revolução, analisando as obras sob três prismas: o das revoluções bem sucedidas ou fracassadas, o das possíveis e o das invisíveis. Paralelamente a esse debate sobre como o cinema tratou o tema “revolução”, será discutido por que o cinema é a ferramenta mais revolucionária das artes do século XX.
Abrindo o ano de 2010, a cinematografia brasileira será posta em pauta no módulo “O Cinema Nacional e a Interpretação do Brasil”. Em um país sem grande tradição na produção de obras filosóficas, os grandes filósofos são Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Mário de Andrade, Glauber Rocha, Leon Hirszman. Partindo dessa convicção, os filmes selecionados para esse módulo apresentam um panorama do melhor da produção filosófico-cinematog ráfica nacional. Fazem parte da filmografia desse módulo clássicos como Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, e Brás Cubas, de Julio Bressane.
Alexandre Costa, curador da mostra, esclarece que “a seleção dos filmes foi norteada por dois critérios dificilmente separáveis: o primeiro, filosófico; o segundo, estético. Visando a contemplar um público não necessariamente familiarizado com o tipo de reflexão filosófica característica dos meios acadêmicos, optou-se sempre por filmes que formulassem com clareza as questões filosóficas que servem de fio condutor a cada um dos módulos”.
“É importante frisar, no entanto, que não tratamos o cinema como um meio, um veículo destinado à mera ilustração de idéias e conceitos filosóficos, mas como uma linguagem artística autônoma. Desse modo, os quarenta filmes selecionados para este projeto reafirmam o seu valor estético na justa medida em que resistem à sua instrumentalizaçã o, seduzindo-nos com uma linguagem que diz sempre muito mais (ou muito menos) do que a linguagem conceitual”, complementa Patrick Pessoa.
A mostra-curso `A história da filosofia em 40 filmes’ foi aprovada pelo edital 2008 de ocupação dos espaços da CAIXA Cultural e ficará em cartaz todo os sábados entre 16 de maio de 2009 e 28 de fevereiro de 2010. Confira a programação completa no serviço.
SERVIÇO
Mostra-curso: A HISTÓRIA DA FILOSOFIA EM 40 FILMES
Curadores/palestran tes: Alexandre Costa e Patrick Pessoa
Realização: Lavoro Produções – www.lavoroproducoes .com.br
Local CAIXA Cultural RJ – Cinema 2
Temporada: de 16 de maio 2009 a 28 de fevereiro de 2010 (sempre aos sábados)
Horário: das 10h30min às 14h
Sessões seguidas de palestras
Classificação: confira a classificação de cada filme na programação
Entrada Franca (senhas a partir das 10h, por ordem de chegada)
Capacidade: 85 lugares
Acesso para cadeirantes
Acesse a programação da CAIXA Cultural
PROGRAMAÇÃO
Horário: 10h30 às 14h (filme seguido de palestra)
MODULO 1 – o que é a filosofia?
16.05.09 Rashomon | Akira Kurosawa – Livre
23.05.09 Persona | Ingmar Bergman – 14 anos
30.05.09 Stalker | Andrei Tarkovsky – Livre
06.06.09 Blow-up | Michelangelo Antonioni – 16 anos
MODULO II – questões estéticas
13.06.09 Morte em Veneza | Luchino Visconti – 16 anos
20.06.09 Oito e meio | Federico Fellini – Livre
27.06.09 Cidade dos sonhos | David Lynch – 16 anos
04.07.09 Asas do desejo | Wim Wenders – Livre
MÓDULO III – mito e tragédia
11.07.09 Medéia | Pier Paolo Pasolini – 12 anos
18.07.09 Oldboy | Chan-wook Park – 18 anos
25.07.09 Ladrões de bicicleta | Vittorio De Sica – Livre
01.08.09 Crimes e pecados | Woody Allen – 12 anos
MÓDULO IV – o existencialismo
08.08.09 A doce vida | Federico Fellini – 14 anos
15.08.09 Estranhos no paraíso | Jim Jarmusch – 12 anos
22.08.09 Acossado | Jean-Luc Godard – 12 anos
29.08.09 As coisas simples da vida | Edward Yang – 14 anos
MÓDULO V – o amor em fuga
05.09.09 Aurora | F. W. Murnau – Livre
12.09.09 Janela indiscreta | Alfred Hitchcock – 12 anos
19.09.09 Todas as mulheres do mundo /Domingos de Oliveira – 14 anos
26.09.09 O último metrô | François Truffaut – 14 anos
MÓDULO VI – morte e finitude
03.10.09 Nosferatu, o vampiro da noite | Werner Herzog – 16 anos
10.10.09 Hiroshima meu amor | Alain Resnais – 14 anos
17.10.09 Paris, Texas | Wim Wenders – 12 anos
24.10.09 O sétimo selo | Ingmar Bergman – Livre
MÓDULO VII – história e violência
31.10.09 Ricardo III | Al Pacino – 14 anos
07.11.09 Macbeth | Roman Polanski – 12 anos
14.11.09 Dogville | Lars von Trier – 16 anos
21.11.09 Marcas da violência | David Cronenberg – 18 anos
MÓDULO VIII – o fascismo hoje
28.11.09 M, o vampiro de Düsseldorf | Frizt Lang – 18 anos
05.12.09 Taxi Driver | Martin Scorsese – 14 anos
12.12.09 Apocalypse now | Francis Ford Coppola – 16 anos
19.12.09 Laranja mecânica | Stanley Kubrick – 18 anos
MÓDULO IX – cinema e revolução
09.01.10 O anjo exterminador | Luis Buñuel – 14 anos
16.01.10 O encouraçado Potemkin | Sergei Eisenstein – Livre
23.01.10 O homem sem passado | Aki Kaurismaki – 14 anos
30.01.10 Nós que nos amávamos tanto | Ettora Scola – 14 anos
MÓDULO X – o cinema nacional e a interpretação do Brasil
06.02.10 São Bernardo | Leon Hirszman – 10 anos
20.02.10 Deus e o diabo na terra do sol | Glauber Rocha – 14 anos
27.02.10 Brás Cubas | Julio Bressane – 12 anos
28.02.10 Macunaíma | Joaquim Pedro de Andrade – 12 anos
William Sheakespeare – 445 anos?
24/04/2009 at 3:15 PM | In Arte e Cultura, Brasil, Comportamento, Cotidiano, Educação, História, Humanidade, cultura, curiosidades, literatura, notícia, sociedade, teatro | 1 CommentTags: Clássicos, Dramaturgia, História, Inglaterra, literatura, literatura mundial, mistérios, William Sheakespeare
Mistérios do bardo William: 445 anos?
As dúvidas que rondam Shakespeare, como a data certa de seu nascimento
*Ubiratan Brasil*
Nenhum outro artista foi tão inspirador para a literatura, teatro, cinema
e dança nos últimos séculos como o dramaturgo inglês William Shakespeare.
Segundo especialistas, seus personagens praticamente inventaram a
personalidade humana como hoje é conhecida. “Antes que Hamlet nos ensinasse, o ser humano era muito mais simples, mas também menos interessante”, afirma um shakespeariano de carteirinha, o professor americano Harold Bloom. Mesmo assim, pouco se sabe sobre a vida de William Shakespeare, a começar pela data do nascimento: convencionou-se como 23 de abril de 1564, ou seja, há 445 anos. Há quem defenda, no entanto, que o bardo veio ao mundo no dia anterior, em Stratford on Avon. Houve até quem duvidasse de sua existência. O certo é que a obra a ele atribuída é um dos patrimônios da humanidade.
Para festejar a data, o Globe SP (centro de formação de atores inspirado no
legendário Globe Theatre de Londres, construção em madeira à beira do Rio
Tâmisa, onde primeiro foram encenadas as peças de Shakespeare) elaborou uma maratona cultural, que ocupará todo o dia de hoje, entre 9 e 23 horas. Serão
palestras, workshops, performances, projeção de filmes e entrevistas,
atividades que necessitam de inscrições prévias para a participação. E as
editoras Agir e Nova Aguilar lançam novas edições com toda a obra
shakespeariana.
Uma programação que, mesmo vasta, não esgotará um assunto que não parece ter fim: exprimir o amplo espectro de observação e representação da trama do mundo, que Shakespeare foi um dos únicos a captar, na história do teatro
mundial. Suas obras que permaneceram ao longo dos tempos consistem de 38 peças teatrais, 154 sonetos, 2 poemas de narrativa longa, e várias outras
poesias.
O inglês supera os demais dramaturgos porque sua imaginação era mais rica
que a de todos de sua época e cobria uma gama mais vasta de experiências.
Suas peças são, ao mesmo tempo, as mais naturalistas e as mais poéticas já
escritas.
Para o crítico literário Harold Bloom, Shakespeare foi um “deus mortal” e
sua obra, o reflexo perfeito do contorno da alma humana. “Por meio de
Hamlet, ele nos tornou mais céticos nas relações com os outros, pois
aprendemos a duvidar da nitidez no mundo afetivo.” Bloom acrescenta ainda
que “nossa capacidade de rir de nós mesmos tão facilmente quanto rimos dos outros se deve muito a Falstaff”. Finalmente, a Cleópatra de Shakespeare
ensinou-nos “como eros é complexo e como é impossível dissociar o papel de estar amando da realidade de amar”.
Eram personagens dotados de uma vida interior até então inexistente na
literatura mundial. Tão marcantes que estabeleceram o marco zero para a obra de escritores e pensadores tão distintos como Kierkegaard, Emerson,
Nietzsche, Freud, Ibsen, Strindberg, Pirandello e Beckett.
Arthur Miller, por exemplo, notável dramaturgo americano, confessava que, quando jovem, copiava integralmente todas as falas das peças de Shakespeare. Apesar de árdua, a tarefa permitia-lhe notar a precisão do texto e de como
as falas se encaixavam perfeitamente.
Na opinião de Bloom, as primeiras histórias de Shakespeare deviam muito a
Christopher Marlowe, dramaturgo que o precedeu, mas não teve o mesmo
reconhecimento da posteridade. Forte presença que perdurou até o sangrento Tito Andrônico, de 1549. “Assim que Shakespeare se livra da influência do autor de Tamburlaine, seus personagens começam a deixar de ser os desenhos animados bidimensionais de Marlowe, como Ricardo III, e tornam-se os heróis emocionalmente complexos que encontramos em sua obra madura.”
Para ele, Rei Lear, Macbeth e Antônio e Cleópatra, que foram escritos em um
impulso criativo que abrangeu apenas 14 meses (1605-1606), “concluem a
grande fase da preocupação de Shakespeare com o íntimo do ser humano”.
Antônio e Cleópatra, por exemplo, cuja primeira montagem no Brasil só
ocorreu em 2006, é considerado um dos melhores trabalhos da fase amadurecida
do bardo. Afinal, se Romeu e Julieta trata do amor entre adolescentes que
não têm nada a perder e entregam a vida por um amor, Antônio e Cleópatra
trata de uma paixão imensa, madura e da relação de poder.
Apesar de ter se casado e ter sido pai de três crianças, Shakespeare tem uma
biografia ainda coberta de névoa. Durante vários anos, duvidou-se de sua
existência, pois seria um pseudônimo de Francis Bacon. A dúvida só foi
resolvida em 1996, quando o cientista Andrew Morton determinou a autoria e autenticidade de manuscritos.
A ciência também colaborou para confirmar como autêntica a máscara mortuária
do bardo, tida por alguns como apócrifa – o trabalho, realizado por uma
universidade alemã, garantiu ainda que sua morte foi causada por um tumor
maligno no olho esquerdo, a 23 de abril de 1616.
Recentemente, Stanley Wells, presidente da The Shakespeare Birthplace Trust, confirmou a descoberta de um retrato considerado autêntico do dramaturgo, pintado há 300 anos. Aos poucos, o enigma é desvendado.
Maratona Cultural Shakespeare. Globe-SP. Rua Capitão Prudente, 173,
Pinheiros. Hoje, das 9 às 23 horas. Grátis. Programação: www.globe.art.br
Artigo enviado ao Fórum Teatro Brasileiro
Páscoa e reforma íntima
09/04/2009 at 2:01 PM | In Comportamento, Cotidiano, Espiritismo, Família, Humanidade, cultura, religião, sociedade | 1 CommentTags: Espiritismo, História, curiosidades, Jesus Cristo, espiritas, páscoa, reforma intima, religiões, semana santa, allan Kardec, Judeus, Judaísmo, Cristianismo, Igreja católica, símbolos, simbologias, coelhos, ovos de páscoa, semana santa Celebrações
Páscoa e Reforma Íntima
Daniele Rabelo
Segundo a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, não há nenhuma espécie de culto a simbologias ou ritos. Por outro lado, para as sociedades, em grande parte marcadas na história pela vida de Cristo, o modus de vida se dá anualmente pelo calendário cristão, que demarca momentos de reflexão e pausa para amar ao próximo, como o Natal e a Páscoa.
Para a Doutrina Espírita, o verdadeiro espírita se reconhece “pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações” (KARDEC, em O Evangelho Segundo o Espiritismo). É neste sentido, então, que se dá a compreensão de Páscoa: a busca pela Reforma Íntima, burilando o lado do homem velho que há dentro de cada um, para renascer um homem novo.
O sentido de renovação da Páscoa para os cristãos espíritas se concretiza na renovação de si mesmo, na melhoria íntima e evolução espiritual, sendo esta a única forma de transformação das relações humanas e da vivência mundana, levando-nos a atingir a verdadeira felicidade, através da Lei Divina da Evolução, à qual todos estamos fadados a seguir.
Os símbolos do coelho, dos ovinhos de páscoa, o vinho, o peixe, são, à luz da Doutrina, apenas formas concretas e materializadas encontradas pelo homem para representar o seu desejo de vida, de renovação, de resignação e fé em Deus, nosso pai, e Cristo, nosso irmão, modelo e mestre.
No entanto, se essa foi uma forma que a humanidade encontrou de fazer uma pausa para reflexão acerca da moral de Jesus e de amar aos seus semelhantes… Pois que todos os dias possam ser de Páscoa e todas as religiões a preguem com a santidade que o seu verdadeiro significado merece.
E sobretudo, que todo indivíduo, filho de Deus que é, possa corresponder às oportunidades da reencarnação e de cada dia que lhe é concebido para transformar-se num homem novo, buscando compreender e seguir a moral cristã que nos foi ensinada pessoalmente por nosso irmão maior, concretizando-se em sua Lei de Amor.
Que desta forma todos possam receber nesta época, como em todas as outras, muita Luz e muita Paz de Jesus Cristo e de nosso Pai Celestial.
Entre ovos e coelhos….
08/04/2009 at 12:04 PM | In Arte e Cultura, Comportamento, Cotidiano, Educação, Espiritismo, Família, História, Humanidade, cultura, religião, sociedade | 1 CommentTags: Espiritismo, História, curiosidades, Jesus Cristo, espiritas, páscoa, semana santa, Celebrações, Judeus, Judaísmo, Cristianismo, Igreja católica, símbolos, simbologias, coelhos, ovos de páscoa
Páscoa chegando e uma confusão se instarou durante um papo com amigas
- Eu não dou ovos de chocolate!!não me convenceu essa história de coelho botar ovos!!!
Daí, após várias risadas (a idéia de um coelho botar ovo me deixou perplexa…) resolvi explicar resumidamente de onde vem essa tradição
No terceiro livro da bíblia, o Levítico, escrito por Moisés, mostra que a páscoa se originou com a consagração das primícias, onde era apresentado a Deus o resultado das plantações, as boas colheitas. Assim, o nome “ páscoa” tem origem do hebraico (Pessach), que significa passagem, estando também relacionado às celebrações pagãs da passagem dos períodos entre o inverno e a primavera.
A páscoa portanto é o nascimento da liberdade do povo judeu. Deus queria a libertação de seu povo, que não era aceita pelo faraó do Egito. Como forma de puni-lo, Deus exterminou todos os filhos primogênitos das famílias egípcias, inclusive o filho do faraó, que se revoltou e ordenou que seus soldados matassem o povo judaico.
Desta forma a páscoa é a libertação diante da morte, pela fuga desse povo, quando Moisés abre o Mar Vermelho, com seu cajado, tornando possível a passassem dos hebreus para o lado da Terra prometida.
A páscoa é uma festividade a ser celebrada em família, um dia antes de sua comemoração é feita uma limpeza nas casas, tirando tudo aquilo que pudesse prejudicar os princípios judaicos.
Já na páscoa cristã, o que é lembrado é a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, três dias depois de sua crucificação.
Como não se sabe exatamente o dia da ressurreição, comemoramos a páscoa no primeiro domingo depois da lua cheia, que ocorre entre os dias 21 de março e 25 de abril, chamada data do equinócio.
São diversas as formas de celebrar a páscoa. Cada região simboliza a páscoa de uma forma. Seus símbolos são:
- O cordeiro, que simboliza Jesus sendo morto por seu rebanho;
- A cruz, que simboliza o sofrimento de Jesus;
- O pão e o vinho, que simbolizam a vida eterna;
- O ovo, que simboliza o novo nascimento; (esclarecidos à respeito do ovo?!)
- O coelho, que simboliza a nova geração de fiéis;
- O círio simboliza a luz do mundo, que é Deus;
- O girassol, que simboliza a busca do homem pela luz;
- A pomba, que simboliza a vinda do Espírito Santo;
- O sino, que simboliza a alegria e a celebração pela ressurreição de Jesus.
E os espíritas, celebram a páscoa?
Geralmente as instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como as demais doutrinas. Entretanto, o sentimento de religiosidade que é particular de cada ser, é respeitado pela Doutrina Espírita, desta forma, qualquer manifestação pessoal ou mesmo coletiva pela passagem da Páscoa não é proibida, nem desaconselhada.
Procuro pensar que a Páscoa é tempo de recomeço, tal como os antigos judeus, penso que é um tempo para refletir e celebrar a família, a vida e o renascimento, na crença de que são as boas ações que aplicamos no presente que nos darão boas colheitas futuras!
Nunca nos esqueçamos de que o amor ao próximo, à aquele vizinho que está sozinho ou aquela pessoa que não tem ninguém no mundo também é nosso irmão. Que tenhamos a dignidade de olhar o utro como um ser integrante de nossa família espiritual, coisa que sempre falamos, sempre pregamos, mas rara vez, aplicamos à contento.
Assim, desejo que todos tenham uma páscoa repleta de paz e harmonia em seus lares, com laços fraternos de amor e solidariedade à todos, sempre.
Fraternalmente,
Semíramis Alencar
Blog no WordPress.com. | Theme: Pool by Borja Fernandez.
Entries and comments feeds.



