Assim como o cristal,
límpido e transparente,
nem sente o corte
que ao quebrar se faz.
Triste diamante
que povoa a mente dos pobres
nem vê como és esnobe
aos reles mortais
Tão belo e tenaz,
qual uma natureza morta:
dispensável e fugaz…
Qual poesia estruturada
Hai-kai sem inspiração
como um cirurgião que disseca,
de um morto, seu velho coração
Semíramis Alencar
20/02/13
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