Delara Darabi, uma vítima real das leis islâmicas.

25/06/2009 at 9:28 PM | In Uncategorized | 1 Comment
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Delara Darabi (دلارا دارابى em farsi), 29 de setembro de 1986  – 1º de maio de 2009, foi uma mulher iraniana executada após ser condenada pelo assassinato de uma prima abastada de seu pai. Ela tinha 17 anos de idade na época do crime.

A princípio, Darabi confessou o assassinato, mas negou-o posteriormente, insistindo que o namorado dela, Amir Hossein, de 19 anos de idade, havia cometido o crime durante um assalto para roubar o dinheiro da vítima, de 65 anos de idade. A vítima, que foi esfaqueada até a morte, era mãe de três crianças.

Darabi passou cinco anos na cadeia após sua condenação. Durante, esse período, insistiu que havia sido convencida a assumir o crime no lugar do namorado, pois ele afirmou que ela não seria executada por ser menor de idade.

 

No corredor da morte Darabi desenvolveu gosto pela pintura e concluiu várias obras que retratavam seu encarceramento e afirmavam sua inocência. Uma exposição de suas obras foi feita em Teerã como parte de uma campanha em prol de sua libertação. O advogado de Darabi, Abdolsamad Khoramshahi, apelou contra a sentença, argumentando que ela havia sido condenada tendo por base somente sua confissão e que seu julgamento havia falhado em considerar tal evidência vital.

Darabi foi julgada por uma corte de primeira instância em Rasht, considerada culpada e condenada à morte. A sentença foi suspensa pela Suprema Corte. Ela sustentou sua inocência e afirmou que estava sob efeito de sedativos durante o assalto. Nesta fase, o presidente do judiciário iraniano tinha o poder de deter a execução e ordenar a revisão do caso. O namorado, Amir Hossein, supostamente recebeu uma pena de 10 de anos de prisão como cúmplice no crime.[1]

A Anistia Internacional fez várias declarações públicas sobre Darabi.[2][3][4][5][6]

Darabi tornou-se pintora e escreveu alguns poemas durante sua curta vida. Usou suas pinturas e poemas para expressar seus sentimentos. Em 2008, houve uma exposição de suas pinturas em Teerã e uma exposição similar foi efetuada em Estocolmo, em abril de 2007.[7][8][9][10]

Darabi tentou suicidar-se cortando os pulsos em 20 de janeiro de 2007. Todavia, sua colega de cela percebeu o ocorrido e pediu socorro. Ela foi levada para um hospital, onde se restabeleceu.[11]

Petições por clemência

A Anistia Internacional fez com que cartas de apoio à Darabi fossem enviadas às autoridades iranianas. O nome de Darabi também foi o primeiro na campanha Stop Child Executions.

Petição similar também foi feita em prol de outro menor iraniano, Nazanin Fatehi que também aguardava execução. Todavia, ela foi declarada inocente e libertada da prisão em 31 de janeiro de 2007. O caso recebeu atenção mundial.

Fonte: Wikipedia

Irã enforca mulher por assassinato cometido quando era menor

FONTE:

TEERÃ (Reuters) – O Irã executou uma mulher condenada pelo assassinato do primo de seu pai quando ela tinha 17 anos, afirmou a imprensa iraniana neste sábado.

Grupos defensores dos direitos humanos criticaram a execução na sexta-feira de Delara Darabi, 23, na cidade de Rasht, norte do país.

“Delara Darabi, pintora acusada de assassinato, foi executada na manhã de sexta-feira na prisão de Rasht sem ter seu advogado e sua família avisados de sua execução”, informou o jornal Etemad neste sábado.

A presidência tcheca da União Europeia condenou fortemente a execução de Darabi e pediu que o Irã “evite execuções juvenis”.

“Tais violações dos direitos humanos corroem as bases para a compreensão e entendimento mútuo entre o Irã e a União Européia”, afirmou a presidência em comunicado.

O Etemad afirmou que Darabi foi mantida presa por cinco anos e que inicialmente confessou o assassinato porque acreditava que seria perdoada uma vez que o crime foi cometido quando era menor de idade.

“A Anistia Internacional está ultrajada com a execução de Delara Darabi, particularmente com a notícia de que seu advogado não foi informado sobre a execução”, pontuou a instituição em seu site.

Grupos defensores de direitos humanos criticaram o Irã por sentenciar menores de idade à morte. O Irã afirmou que somente leva a cabo a pena de morte quando o prisioneiro atinge os 18 anos.

O país executou pelo menos 42 jovens criminosos desde 1990, incluindo sete em 2007, segundo grupos que afirmam que a Arábia Saudita e o Iêmen são os outros dois únicos países com tal prática.

Assassinato, estupro, adultério, roubo a mão armada, tráfico de drogas e apostasia são todos passíveis de punição com sentença de morte segundo a lei sharia do Irã.

Grupos de direitos humanos elogiaram o Irã quando este pareceu ter acabado com tais práticas em outubro de 2007. Mas um representante judicial esclareceu posteriormente a posição do Irã afirmando que os criminosos juvenis poderiam ainda enfrentar execução por assassinato, mas não pelos outros crimes capitais.

O Irã regularmente rejeita acusações de violação dos direitos humanos, afirmando que está seguindo a sharia islâmica e acusa governos ocidentais de serem ambíguos.

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